domingo, 9 de março de 2014

Absorvendo Diferenças Conjugais

Chega às vezes ser engraçado como procuramos apenas pessoas diferentes de nós, para nos completarmos...

Início do Conto

Vejo Matthew jogado no canto do sofá, naqueles invernos rigorosos de Julho que acontecem aqui no sul. Ele estava vestindo uma jaqueta de couro marrom escura, uma camiseta vermelha com a escrita “Duff beer”, um jeans surrado que deveria ser até da adolescência dele e uma bota de cano médio por cima da calça. Um tímido rapaz americano que veio se aventurar na “Terra Brazilis”, naqueles programas de intercâmbio da universidade onde estuda. Ele se ambientou bem em Porto Alegre, já visto que ele é acostumado a cidades grandes e não teve dificuldades para fazer amizades com seus novos colegas e também sobre as oportunidades. Ele só teme a violência e a corrupção que vivem a solta como tigres da selva.
Não é muito ligado no futebol, apesar de ir seguido aos dois estádios, pra agradar a todo mundo. Diz que prefere o seu futebol ao invés do “soccer”. Mas alguma coisa atrapalha a estadia dele aqui. A incomodação se chama Camile. Menina do interior que vai a capital para vencer na vida, tem nos seus 19 anos a sua glória, já que está no seu segundo ano de faculdade.

Mas por que tudo isso? É que eles são diferentes demais.

Matthew é aquele americano que absorveu os anos 80 e 90 da música do seu país, principalmente o Hard Rock. Ama o rock n’ roll como poucos que se vê no mundo, fora que gosta muito de viajar, de motos, de caçar e sair bastante. Tem uma fama meio de “bad boy” na universidade, por ter arranjado e concluído algumas brigas notórias. Sorte do cidadão, que não foi expulso por certo detalhe. Mas e Camile? Ela gosta de coisas mais populares, tá sempre ligada nas últimas tendências de moda e maquiagem, uma frequentadora assídua de academia e de praia, além de gostar também sair bastante de casa.
Os dois são muito diferentes. Praticamente seria um romance da Disney, se no fundo do nosso amigo Matthew, não houvesse a timidez. Ele para arrumar encrenca é um mamão com açúcar de tão tranquilo que parecia, mas na hora de ir conversar com uma menina desconhecida, ele prefere sumir. Engraçado né?
Voltando a realidade, Matthew está jogado no sofá pensando em Camile. Eis que surgem algumas palavras em seu pensamento:
- Por que algumas coisas são tão fáceis para mim, e ir conversar com esta garota está sendo um inferno de tão difícil? – ao mesmo tempo em que pensa, dá uma bufada como um touro.
São 02:00 da manhã e ainda não conseguiu dormir. Isso tudo porque a garota que ele está atraído começou a frequentar algumas cadeiras da faculdade com ele e supostamente ela começou a ter uma amizade com uma amiga em comum. É pior tentar dormir, com milhares de pensamentos da cabeça, como uma colmeia de abelhas revolta dentro da caixa, mexendo-se para todos os lados sem parar.

Nas horas seguintes, já na faculdade, dá o destino a sua cartada e surge Camile às pressas entrando pelo corredor e esbarra no nosso amigo. Imaginem a fúria que ele ficou, mas nem se deu conta na ajuda que teve. Quando ele ia erguer a voz para falar, surge o rosto dela angelical, com as bochechas coradas de vergonha pelo ato. Matthew estava com a mão erguida, fácil para arrumar mais uma briga e ele parou com ela no ar, sem reação nenhuma:
- Mil desculpas! Não me dei conta que tu estavas aqui. – disse Camile com aquela voz doce e com sotaque bem cantado.
- N-n-não tem “problem”. – falou nosso amigo, quase que trancando as palavras na boca.
Naquela hora, os dois ficaram por alguns segundos se encarando, quase que num duelo de olhares. Camile estava mais suave com seu olhar, diferente de Matthew que fuzilava a pobre moça. Mas naquele instante, é como se um sino dentro deles desse uma badalada:
- Camile, vamos que eu te acompanho até a sala. – disse Matthew carregando os materiais dela que caíram no chão.
- Mas como você sabe meu nome? – disse ela com cara de surpresa – Tu faz “Cálculo” junto comigo?
- Oh, yes! – disse ele esquecendo-se que está em outro país.
Camile ficou encantada com o sotaque ofertado de Matthew. Logo adiante foram os dois até a sala de aula e sentaram juntos, sendo que depois passariam o dia inteiro conversando sobre suas vidas e suas diferenças.

Fim do Conto

Às vezes o destino se encarrega de nos ajudar, mas em boa parte não tem condições. Mesmo que haja diferenças, tente. Vá e quebre a cara. A resposta você já tem, que é o “não”. O “sim” só virá se você agir.


Histórias de amor se fazem nas diferenças.

Fonte: http://www.larrypatten.com

segunda-feira, 3 de março de 2014

Quero Todo o Mundo

Hoje escutando a banda Queen e a música "I Want It All", fiquei imaginando se um dia você chegou a pensar em ter tudo.

Afinal, somos seres que não queremos ficar sozinhos, nem pobres, sempre em busca da felicidade. Logo, você já imaginou ter o mundo aos seus pés e não depender dos outros para ser um conquistador?

Pensei um pouco como Tony Montana ao lhes dizer: "O mundo é seu".