terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Não Olhe para o Passado

Olhar para o passado e dizer que se arrependeu de tudo o que fez na vida. Há alguém que tenha feito esta façanha? Foram incríveis esses últimos dez anos que James viveu.

James é aquele cara pacato. Boa praça, concluiu nesse ano sua faculdade e está trabalhando numa das maiores empresas do mundo na Europa. Muitas pessoas sonharam em chegar no lugar onde James está e ele conseguiu com certa facilidade. Desde pequeno, sempre foi muito inteligente e com menos de quatro anos, já sabia ler e aos cinco aprendeu a escrever suas primeiras palavras. Chegou na sua adolescência, ele viveu um mundo paralelo a realidade da maioria das pessoas. Claro, continuou estudando, mas ele adquiriu uma paixão: A filosofia.

Desde os seus quatorze anos, ele devorava livros importantes de Kant, Schopenhauer, Nietszche e outros não menos importantes como Platão e Sócrates. Seu sonho era seguir a arte de filosofar e um dia se tornar um pensador do mundo moderno. Eis que nosso amigo James chegando em casa, bateu a porta com uma violência perfeita e murmurou:

- Maldita seja minhas ações, minhas vontades, minhas paixões e agora, olhe no que transformei!

Seu problema, pra começar a conversa, é que ele sempre foi bem educado pelos seus pais, principalmente pela sua mãe. Então eles educaram de uma forma tão protetora e pouco sadia, que ele até hoje tem medo da realidade, dos problemas, dos desafios, medo da vida mesmo. Começaram os problemas no ensino médio, onde ele não sabia onde se encaixar nos diversos grupos que há na escola. Acabou sendo popular, porque conhecia todo mundo, mas não fazia parte de grupo nenhum. Ele se perdeu...

Terminado o ensino médio, ele tentou ingressar na faculdade de Filosofia, uma das mais importantes do país, mas toda a família rejeitou e achou que ele deveria ganhar dinheiro, pela inteligência que tem. Mas aí há um problema grave, pois de tão inteligente que o rapaz é, ele se sentiu fora do normal, até um monstro.

Então James, super respeitado pelo cargo que tem, pelo prestígio que carrega hoje, tem uma notícia para dar aos seus leitores:

- Adeus, ó mundo selvagem, cruel e devastador.

Pegou sua arma de alto calibre e deu um tiro!

Aquele disparo fez com que ele acordasse para a vida e depois disso, falou num tom de voz bem baixinho para si mesmo:

- Vou largar tudo, e vou seguir meu céu. Foda-se o que pensarão, o que me dirão, ou o que farão comigo...

Pense como James. Dê um tiro pro alto e siga atrás do seu céu.

Fonte: 500px.org

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Alcoolismo: Um Vício a Beira da Morte

Quarta-feira, 25 de Abril de 1984.

Sete horas e trinta e quatro minutos.

Um hospital, no lado leste da cidade.

Acordei em meio ao Sol radiante na minha janela, dentro do meu quarto. Eu estava tão sedado que enxergava o amanhecer completamente azul com tons de roxo. Não me lembro da noite anterior, mas lembro do inferno que comecei a criar. Lembro exatamente que era uma dose pura sem gelo daquela porcaria que me deixava longe da ansiedade. Fugir dos problemas é muito fácil, difícil é encarar eles de frente. E quando você foge do problema, mais alguns surgem junto e mais pesados que o anterior. Não havia salvação. Logo a enfermeira chega, seu nome era Elisa e pedi:
- Por favor, pegue aquela cadeira e sente-se do meu lado – falei meio hesitante.
Elisa com a sua bondade com sua experiência na profissão, não pensou duas vezes e pegou aquela cadeira enferrujada e sentou bem perto da minha cama. Logo ela perguntou:
- O que você deseja?
No que ela terminou a pergunta, já fui atropelando as palavras:
- Amada, pelo amor de Deus, preciso saber como eu fui parar aqui neste hospital e nessa cama. Preciso de todos os detalhes! – entrei quase em desespero quando terminei de falar.
Elisa ficou muda por uns instantes, pega minha ficha médica para saber meu nome e no fim resolveu contar o que aconteceu:
- Cristiano, o que eu vou lhe contar vai ser exatamente o que aconteceu, então não entre em desespero e fique atento aos detalhes. – falou ela bem séria.
- Hoje, pela madrugada antes das duas da manhã, uma viatura da polícia chegou neste hospital. Logo que o veículo estacionou, entrou um soldado carregando você nos seus braços. Você estava muito pálido, com o nariz sangrando e estava babando muito. Na hora tivemos que colocar você na maca, aplicar soro na sua veia e levá-lo a este quarto que você está agora conversando comigo.
- Alguém lá em cima gosta muito de você, porque pelo estado de saúde que você chegou era pra estar na cidade dos pés juntos. – disse ela tentando me fazer rir.
Claro, meu coração devia estar acima dos cento e vinte batimentos e estava quase aos prantos ao ouvir aquela história. Eu sabia o motivo dessa porra toda, mas procurei seguir a instrução dela e fiquei calmo. Depois alguém bate a porta e abre-a bem devagar, como uma valsa sem fim. Era o Rafael, meu melhor amigo:
- Bom dia, seu filho da puta! – disse ele com euforia.
- Sorte a tua que tu está vivo, pra poder ter uma segunda chance na vida.
Claro, ao ver ele caí em prantos. Era como ver o padre quando ia confessar meus pecados, até aqueles mais cabeludos e que eu não contaria nem para mim mesmo. Lembrei em um relapso de memória que ele estava junto comigo na última noite. Na hora, perguntei pra ele:
- Rafa, o que aconteceu na noite passada?
Então, o semblante dele mudou. Rafael sempre foi um cara sorridente e super extrovertido, mas esse momento me arrepiou. Ele pegou outra cadeira do quarto, sentou do meu lado e começou a contar toda a história:
- Cris, vou tentar encurtar a história. Mas para variar tu teve uma recaída novamente, e foi quase que no encontro do diabo.
Aquilo me assustou pra caralho, fiquei super pálido. A enfermeira saiu do quarto e ele continuou:
- Cara, eram oito horas da noite e fui te pegar em casa para irmos jantar com nossos amigos. Então tu inventou de discutir com o Daniel e com o Luis Felipe porque eles teimavam em que tu bebesse e tu insistia em não aceitar. Eu fui embora com eles para não te atordoarem mais e quando fui voltar ao bar, tu sumiu! Eu me apavorei e chamei uma viatura que tava perto de lá para me ajudar a te procurar. Te achamos quase umas quatro quadras depois, sentado na esquina com o nariz sangrando, babando feito um louco e com uma garrafa de absinto na mão.
Nessa hora caí em prantos. Como eu pude fraquejar? Logo ele continuou:
- Te colocamos na viatura e corremos pra este hospital. O soldado te carregou no colo e fiquei lá fora no atendimento pedindo misericórdia para te internar. – disse ele já ofegante da fala.
Depois ficou aquele silêncio mórbido. O Rafael me cumprimentou e foi embora do quarto. Fiquei sozinho refletindo sobre a história que ele me contou e depois disso, pensei alto:
- O álcool é uma porcaria. Ele te deixa eufórico no início e depois te destrói. Todo mundo acha na bebida a solução dos problemas, sendo que ele é um maior e bem pior. Nem em moderação consigo mais me socializar e beber normalmente. Preciso parar de vez, isso tá me levando mais perto do inferno. – eu já balbuciando no fim das palavras.

Ficou aqui a lição da história, que o alcoolismo é uma doença e que não pode brincar com ela. É uma passagem só de ida ao inferno se não for evitada. A vida é lotada de problemas, então não crie mais um só para se afastar dos outros.


Cristiano teve alta e pode ir pra casa.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Buscando Seus Objetivos Entre Uísque e Lágrimas

Lloyd fica pensando entre seus cigarros por que existem os objetivos. Entre suas obras, há algo que sempre relata as suas tristezas, seja numa expressão facial pobre ou então em um abstrato óbvio. Ficar parado enquanto conta os dias da vida e não move um músculo sequer de suas pernas para correr atrás de seus objetivos é complicado.

Ansiedade consome noventa por cento do seu corpo, com dez por cento de medo que mais parece ter os cem por cento. Medo, ansiedade e raiva levam as pessoas às trevas, e com Lloyd não é diferente. Uma figura caricata, magrela e com seus dezenove anos de idade. Parece que tem cento e noventa anos, pois sabe aconselhar até aos mais velhos por causa de tudo que passou.

Ele teve um espasmo de alegria, quando dizia em voz alta:

- Eu tenho uma meta de vida!

Mas ele fica bem calado quando começa a refletir nele. Imaginando um oceano escuro de depressão, Lloyd se afunda de novo. Põe na vitrola um disco do "Requiem" de Mozart, puxa um cigarro do seu bolso e vai até o bar buscar seu amigo Johnnie.

E cada vez nestas notas, ele se afundava em uísque e lágrimas. Depois de alguns minutos, ele voltava a si e se dizia:

- Vamos voltar a realidade burlesca. - dizendo em uma voz rouca e quase muda.

Lloyd pegou aquele quadro e começou pela vez em que ele nem sabe onde está a pintar aquele quadro lindo e macabro. Era o rosto lindo de uma mulher, mas tapado em boa parte pela sombra produzida pelo artista. Não sei que cor tinha os olhos da moça pois só sei que o quadro era preto e cinza como uma tatuagem.

Somente isso faz ele viver...


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Amor Vigarista



Um garoto tomando seu chá e fumando seu cigarro está pensando na sua vida. O que ela pode me oferecer? Pensei nela nesse momento... com seu metro e meio de altura, morena de lábios carnudos que em qualquer batom vermelho fica perfeito. Sorriso angelical como se tivesse seus oito anos de idade e inocência.

É... eu falhei com ela.

Ela se apaixonou por mim, mas eu nem tanto. Eu a usei como se eu abrisse a sua embalagem, consumisse só metade dela e jogasse o resto fora. Não fui nada santo, como ela é, mesmo sendo também diabólica e intensa como minha personalidade. Catherine é o seu nome. Um nome lindo, combinado com sua beleza, que daria para emoldurar em um quadro e expor no Louvre para todo mundo ver.

E eu, nem me apresentei. Sou Lloyd, um cara apressado e arrependido. Um artista sem coração, sem dinheiro e sem escrúpulos. Um vigarista de corações...

Espero Catherine vir me encontrar hoje em um jantar que não marquei, a luz de velas e onde poderemos ouvir Chopin ou Black Sabbath. Mas não posso esperar por ela, pois sou homem e tenho que agir!

Ainda penso em você, Cathe...

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Três Chances do Mítico Três

Em tudo que nos cerca, há três chances de acontecer...

Por que as chances que temos na vida, são três? Há uma mística neste número, quase que uma devoção suprema por ele, pois ele determina grandes acontecimentos e fatos da nossa história:

  • A Santíssima Trindade;
  • O tempo é separado em três: passado, presente e futuro;
  • A Teoria de Separação dos poderes no Brasil é composta de três poderes;
  • Os mosqueteiros, são três;
  • O Pato Donald tem três sobrinhos;
  • De acordo com a Bíblia Sagrada, Jesus Cristo ressuscitou no terceiro dia;
  • Para pedir socorro, ou se faz três fogueiras, ou se escreve SOS que possui três letras;
  • Em uma democracia, são necessárias três pessoas para que uma ideia seja votada e concretizada.

Agora tirando a parte da curiosidade sobre o número, posso lhes dizer que nunca é tarde para se arrepender e tentar ir atrás do que se quer.

Não pode voltar ao passado, mas pode usá-lo de base e experiência para se chegar ao futuro.

Não pode se arrepender do que não fez e viver amargurado como tomar uma bebida amarga pelo resto da vida sem agir para buscar o que mais ama.

Não pode culpar os outros pelos erros que acontece na tua vida.

Não pode deixar teu objetivo morrer, senão tu morre com ele também.

Não pode viver de uma forma que todos te manipulem e ser o que eles acham melhor do teu ego.

Não pode desistir e ser covarde. Desista do que te mata, não do que te alimenta.

Não pode viver preso, se amaldiçoar e se sentir um monstro. Ninguém é igual a todo mundo.

Não pode.

Não.

Sim.

Viva o teu sonho, o teu objetivo, a tua essência. Temos três chances, e elas passam quando tu nasce, quando tu cresce e quando tu morre... Viver e não somente sobreviver.