terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Buscando Seus Objetivos Entre Uísque e Lágrimas

Lloyd fica pensando entre seus cigarros por que existem os objetivos. Entre suas obras, há algo que sempre relata as suas tristezas, seja numa expressão facial pobre ou então em um abstrato óbvio. Ficar parado enquanto conta os dias da vida e não move um músculo sequer de suas pernas para correr atrás de seus objetivos é complicado.

Ansiedade consome noventa por cento do seu corpo, com dez por cento de medo que mais parece ter os cem por cento. Medo, ansiedade e raiva levam as pessoas às trevas, e com Lloyd não é diferente. Uma figura caricata, magrela e com seus dezenove anos de idade. Parece que tem cento e noventa anos, pois sabe aconselhar até aos mais velhos por causa de tudo que passou.

Ele teve um espasmo de alegria, quando dizia em voz alta:

- Eu tenho uma meta de vida!

Mas ele fica bem calado quando começa a refletir nele. Imaginando um oceano escuro de depressão, Lloyd se afunda de novo. Põe na vitrola um disco do "Requiem" de Mozart, puxa um cigarro do seu bolso e vai até o bar buscar seu amigo Johnnie.

E cada vez nestas notas, ele se afundava em uísque e lágrimas. Depois de alguns minutos, ele voltava a si e se dizia:

- Vamos voltar a realidade burlesca. - dizendo em uma voz rouca e quase muda.

Lloyd pegou aquele quadro e começou pela vez em que ele nem sabe onde está a pintar aquele quadro lindo e macabro. Era o rosto lindo de uma mulher, mas tapado em boa parte pela sombra produzida pelo artista. Não sei que cor tinha os olhos da moça pois só sei que o quadro era preto e cinza como uma tatuagem.

Somente isso faz ele viver...


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